Este blog é um registro sobre o processo criativo da vídeo arte realizada na disciplina
Fotografia III do Curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB,
sobre orientação da Professora Valécia Ribeiro.
Perfil
Iniciei minha carreira de publicitário na Agência Engenhonovo, em 1990. Passei por algumas das principais agências de publicidade de Salvador, tendo trabalhos relevantes com clientes conhecidos como Cofic, Pólo Petroquímico de Camaçari, Shopping Piedade, Rede Unimar, Construtora André Guimarães, Promédica, entre outros. Fui certificado pela Apple Brasil, indústria de computadores, especialista em sistema de produção digital, sendo um dos poucos certificados pela empresa no Norte-Nordeste do país. Implantei na Faculdade FTC o primeiro Apple Training Center do Nordeste no ano de 2001. Também fiz assessoria para diversas agências do mercado publicitário nordestino, qualificando os profissionais de criação e produção a trabalharem com os sistemas Apple Macintosh, Apple Final Cut Studio, QuarqXPress e Adobe Creative Suite. Fui ainda, integrante da equipe vencedora do Prêmio Ethos de Jornalismo de 2006 pelo documentário DIS Baixo Sul.
Desenvolvi várias identidades visuais para empresas baianas. Em 2010, retornei para Academia para cursar a faculdade de Artes Visuais com ênfase em Multimeios da Universidade Federal do Recôncavo Baiano - UFRB, ingressando na primeira turma aberta do curso.
Recentemente tive projetos classificados nos editais do Banco do Nortdeste/BNDS 2012 e Setorial de Artes Visuais da Secult/BA 2013. Participou da 11ª Bienal do Recôncavo da Bahia com o trabalho "Desenho Aleatório Colaborativo sem as Mãos"
No campo das artes, tenho interesse pelo estudo das proporções, da relação do fruidor com a obra de arte na hipermodernidade, pelas novas aplicações da gravura na contemporaneidade e pelas manifestações artísticas no espaço público. Desde a antiguidade grega o homem se interessa pelo estudo das relações proporcionais, sendo Pitagoras o primeiro a perceber a existência de uma relação mágica expressa pela divina proporção do retângulo áureo. Platão também utiliza esse conceito na sua teoria do mundo das ideias, que diz que a arte é o simulacro de um simulacro. Neste sentido, desenvolvi o projeto de pesquisa "O inato na percepção visual" para a disciplina Metodologia da Pesquisa em Artes, com orientação do Professor Antonio Carlos Portela.
Já a relação do fruidor com a obra de arte modifica-se a na modernidade, retirando este de uma atitude meramente contemplativa e dando-lhe um papel de concretização da obra. Na hipermodernidade a obra de arte somente se realiza através da interferência do fruidor. Também na contemporaneidade, a obra de arte, que perdeu sua áurea com a reprodutibilidade técnica, como indicou Walter Benjamin, e por isso, deixa de ser necessário um espaço asséptico para a sua instalação. Atualmente vemos cada vez mais a obra de arte permeando o espaço público. Com a evolução da tecnologia, a partir dos anos oitenta, quando se estabelece o período da revolução tecnológica, ocorre uma mudança radical nas técnicas de reprodução da imagem. O computador trás uma nova perspectiva para a utilização da tecnologia, já que o computador não é simplesmente um aparelho pré-programado, como argumenta Vílem Flusser em A Filosofia da Caixa Preta, pois o computador aceita novas programações, dando ao "funcionário" uma possibilidade de que ele deixe de ser um mero repetidor de comandos e passe a interferir diretamente no aparelho, criando novas possibilidades de significação para seus recursos.
Venho utilizando desde meu ingresso no Curso de Artes Visuais, tanto meios convencionais, como o desenho, a pintura, o relevo e a xilogravura, por exemplo, como novos meios como a programação, a eletrônica, a interatividade, a web arte, dentre outros. Venho utilizando programação em Processing em diversos projetos, onde desenvolvo uma poética da espacialização do corpo na esfera digital em trabalhos como o "Desenho Aleatório Colaborativo sem as Mãos" e "Pollock v.1.0" onde o fruidor cria a sua própria versão da obra de arte, que é serializada, tornando-se portanto única, mesmo sendo gerada a partir de um meio tecnológico.
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